quarta-feira, 21 de março de 2012
Vem e vai...
E aquelas palavras ficam indo e vindo na minha mente. Quando penso que vou esquecer, tenho que relembrá-las. Tenho que relembrá-las para ser mais forte, mais resistente a dor. Talvez eu seja como a minha tia falou, talvez eu só funcione a base de "porrada". Talvez eu esteja achando que isso não faz parte do meu mundo, mas, peraí? Que mundo? Que mundo eu acho que vivo? Acorda, Mariana! Não tem mais essa de "mundinho cor de rosa", te apresento agora a vida real! Aquela em que você sofre com tropeços reais e que tem que se levantar no outro dia com ou sem dor para ir a luta! Para ir atrás do seus objetivos! E eu sei que sou capaz! Felizmente minha família me criou com muito carinho, muito amor, eles sim, me criaram com muito amor! Não uma que se diz mãe. Eu posso dizer que sou mãe só porque peguei uma criança pra criar, ou porque pari uma?! Claro que posso! Mas, isso é ser mãe de verdade? Se for, bem, eu acho que tenho uma visão deturpada do que é de fato ser mãe. Ser mãe, é aquela que te dá amor, e carinho que quer ficar com você, e não aquela que quer te enxotar de casa. Ser mãe é você se preocupar em como estar a sua filha, é querer saber da vida dela, e não fingir que se preocupa. É muito fácil dizer que TENTOU se aproximar, quando você de fato não fez esforço algum. Mãe é independente de ser a genitora ou a adotiva, se você cria, se você sente amor por aquela criança, ISSO é ser MÃE. Eu já estou calejada para muitas coisas, e o que você me disse no momento foi como se você estivesse falando um monte de nada. Mas, ao mesmo tempo, absolutamente tudo o que você falou ficou guardado em algum lugar da minha memória. Infelizmente, pra você, se guardou e lá ficou. Não sou de guardar rancores. Costumo perdoar as pessoas que me fazem, ou me fizeram mal algum dia, mas, é como eu sempre digo. Perdoar é uma coisa, e esquecer? Ah! Minha cara, esquecer é algo bem diferente. Está além de mim, esquecer determinadas palavras!! E ao longo desses meus 23 anos, eu não esqueci de coisas que aconteceram quando eu tinha 5. Porque eu esqueceria de coisas que aconteceram agora, não é verdade? Não que eu fique remoendo, porque acredite, eu não fico, mas, infelizmente a minha memória tende a ser birrenta demais e não gosta de esquecer determinadas coisas, e eu só faço guardá-las. Lá naquele cantinho que as memórias não são acessadas tão fáceis, sabe? Mas, basta uma palavra, para que as palavras venham como um tornado, sussurrando repetidas vezes ao meu ouvido, e... ao meu coração.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário