Capítulo 20. Pág. 286
"... Como ousa? Como você ousa ameaçar ir embora, sua mulherzinha sem coração? Meu Deus, você acha que me importo com o que a sua irmã fez para o meu irmão ou com o que o meu irmão fez para a sua irmã? Você é tudo que eu consigo pensar durante dias e dias. Desde o momento em que a vi naquele degrau de entrada em Applesby, eu a quis. E não vou continuar a jogar os seus joguinhos..."
Baixando a cabeça até a sua boca colidir com a dela, Edward a puxou com força contra si. Pegeen estendeu as suas mãos para se proteger do violento ataque dos lábios e da língua dele e encontrou apenas a frente engomada da camisa, cobrindo a musculatura dura. Edward passou os dois braços ao redor da cintura dela e empurrou o corpo de Pegeen contra os travesseiros com o seu peso. A sua boca não deixou a dela nem um segundo. O calor das suas coxas como que chamuscava as pernas dela, a barba por fazer do seu queixo arranhava a maciez do rosto de Pegeen e ela não conseguia pensar em mais nada que não nas suas palavras: ele quer que eu fique, lembrou ela, atordoada de tanta felicidade. Ele me quer!
As mãos de Edward então deslizaram sobre o corpo dela, movendo- se com destreza sobre as presilhas e fechos do vestido de baile e os laços da armação de metal da saia. Seus dedos roçaram os duros bicos dos seios de Pegeen ao mesmo tempo em que arrancavam os cordões do espartilho. Toda parte em que punha a mão queimava com o seu toque e cada centímetro de Pegeen parecia saltar para a vida nas pontas dos dedos de Edward. Ela sabia que o que faziam estava errado e que mais tarde se arrependeria, mas não conseguia reunir forças para dizer as palavras que o fariam parar. Os lábios dela tinham se aberto debaixo dos dele e a língua de Edward lhe enquadrinhava a boca com intensidade febril, enquanto as mãos puxavam brutalmente a musselina da combinação, como se mesmo aquela fina separação fosse demais.
Naquele ardor, Pegeen foi surpreendida por um som de tecido se rompendo e percebeu que Edward tinha lhe rasgado a roupa de baixo. A boca quente se movia dos lábios para a maciez do pescoço, para o mamilo rosado de um seio, enquanto o outro era pressionado pelos dedos exploratórios. Ela ofegou quando a língua dele estimulou o botão de rosa que encontrou ali e os dedos dela se entrelaçaram nos cachos negros do cabelo de Edward. Pegeen não conseguia pensar, não conseguia respirar, não conseguia fazer nada a não ser contorcer- se de prazer. Ao sentir os dedos de Edward deslizarem pelo seu ventre, em busca da umidade entre as suas pernas, ela só conseguia ofegar, arquejando o corpo contra o dele. Nunca nada parecera tão certo.
Com as mãos envolvendo as nádegas nuas dela, Edward a puxou, fazendo- a ficar de joelhos sobre o colchão e segurando- a tão apertada contra si que os pêlos de seu peito arranhavam os mamilos sensíveis dela. Ele também tinha ficado sobre os joelhos e tentava, com dificuldade, tirar a camisa sem afastar as mãos dela. Edward parecia sussurar sem parar o seu nome: "Pegeen, Pegeen", contra a curvatura do seu pescoço, a respiração quente provocando arrepios para cima e para baixo da espinha dela. Pegeen abriu os dedos sobre o forte peito coberto por pêlos grossos, inalando a fragrância bruta, sentindo a urgência rija da necessidade dele contra o seu quadril. À luz do fogo, a pele de Edward era tão escura quanto a de um pirata contra o corpo quase translúcido da jovem.
"Pegeen", disse ele novamente, enquanto lhe guiava a mão para os botões das suas calças.
Com o mesmo recato que talvez Myra MacFearley tivesse, Pegeen introduziu a mão nas calças dele e, quando o membro ereto saltou, libertando- se do tecido que o confinava, ela o rodeou com os dedos, fazendo com que Edward gemesse de prazer. Impressionada com o tamanho do órgão que estava na sua mão, Pegeen ofegou quando os dedos de Edward de moveram novamente entre as pernas dela. Dessa vez, ele apoiou a mão contra o osso púbico da jovem enquanto introduzia um e depois mais um dedo dentro dela. Pegeen arqueava contra a pressão da mão, que criava sensações dentro dela que a faziam quase chorar de prazer.
Edward não aguentava mais. Empurrando- a de costas contra o colchão, ele se deitou sobre ela entre as sedosas coxas abertas. Quando a ponta do pênis a aguilhoou, Pegeen institivamente arqueou as costas, oferecendo- se mais completamente e elea penetrou com um gemido.
Dentro dela, Edward se encontrou no cerco mais apertado que já tinha experimentado. A virgindade de Pegeen era a fina barreira à satisfação dele e, sem pensar, rapidamente eliminou aquele obstáculo. O grito de dor de Pegeen o fez lembrar- se do que tinha feito e Edward, imediatamente envergonhado, envolveu a cabeça dela nas mãos, sussurando palavras de conforto, ainda que sem significado.
Mas, com a mesma rapidez que viera, a dor foi embora e no seu lugar ficou uma crescente urgência, à qual Pegeen reagiu apertando-se mais contra Edward, que, percebendo que a dor dela tinha passado, começou a se afastar de Pegeen, mas ela o agarrou pelos ombros, os olhos verdes muito abertos.
"Não saia", suplicou ela, suavemente.
Edward sorriu. Nunca tinha levado para a cama uma parceira mais encantadora. "Não vou a lugar nenhum, amor", ele disse e, quando a penetrou profundamente, Pegeen institivamente levantou os quadris de encontro a ele.
Edward não conseguia mais se controlar. Os seus braços tremiam devido ao esforço de ir devagar e suave e foi entrando cada vez mais fundo no calor dela, empurrando- a contra o colchão. Pegeen agarrou- se aos ombros largos, o longo cabelo espalhado pelos travesseiros. De repente, as suas costas arquearam, afastando- se da cama, enquanto ela atingia o clímax, estremecendo de êxtase da cabeça aos arcos dos pés. Edward a seguiu um segundo depois, soltando- se tão profundamente dentro dela que Pegeen pensou que iria parti- la ao meio. Porém, ele caiu sobre ela e os dois ficaram deitados na semi- escuridão, respirando pesadamente, os corpos lustrosos de suor..."
Um comentário:
Edward Rawlings, VEMK (L)
Postar um comentário